Fotografia | 5 contas de Instagram que adoro

O Instagram é a minha rede social preferida e aquela onde passo mais tempo. Adoro fotografia, já o disse aqui algumas vezes, e o Instagram permite conhecer imensos perfis bonitos, pensados, e com fotografias apaixonantes dos mais diversos temas - desde viagens, pessoas, arquitetura, cidades.

Estas 5 contas são, definitivamente, algumas das minhas preferidas. Para além das sensações que provocam e de serem uma enorme fonte de inspiração, têm identidade. E essa identidade própria é algo que considero muito importante para que um perfil se destaque, pela positiva, de tantos outros bonitos.


Nova Iorque é, sem qualquer novidade, a minha cidade favorita de sempre, e se há fotografias que me fazem sonhar são as que retratam a cidade. E a Jackie faz isso lindamente. A Jackie é uma blogger que partilha quase diariamente fachadas, parques, locais emblemáticos nova-iorquinos e bonitos pormenores da cidade que espero um dia, talvez num futuro próximo, poder visitar. Para além disto, também consegue encher o olho no que à decoração diz respeito.


Cinema | A Star is Born


Ally tem um grande talento para cantar e compor letras, no entanto, nenhuma editora lhe dá o devido crédito, por não "respeitar" os padrões estéticos que a industria impõe, então ganha a vida como empregada de mesa e canta nas horas vagas. Numa das suas atuações conhece Jackson Maine, uma estrela country, por quem se apaixona. Jack ajuda-a a chegar aos grandes palcos, a cantar a sua própria música e a carreira - e a vida - de Ally muda para sempre. Porém, enquanto a carreira de Ally cresce, abrindo-lhe as portas da fama, Jack luta contra o abuso de álcool e drogas, enquanto cai no esquecimento do público.

Assim Nasce Uma Estrela é uma longa-metragem de emoções fortes e com uma banda sonora incrível, e este foi o motivo que me levou a desejar tanto ver o filme. Apesar de ser a quarta versão da mesma história, este remake é tão bem conseguido, com um bom trabalho de Bradley Cooper enquanto realizador - e a sua espantosa voz -, e de Lady Gaga, com as músicas originais interpretadas lindamente e com o seu brilhante primeiro papel neste tipo de produções.

É uma história de amor e sobre sonhos e música. Mas também é sobre lealdade, sobre fidelidade para connosco, para com a nossa família, para com quem amamos. É sobre estar lá nos bons e maus momentos para ajudar e dar apoio. É sobre luta. Apesar de a maior parte dos acontecimentos serem previsíveis, preparem-se para deitar uma lágrima no final. Só tenho pena de não o ter ido ver ao cinema.


Nomeados para a categoria de Melhor Filme dos Oscars: BlacKkKlansman | Black Panther | Bohemian Rhapsody | The Favourite | Green Book | Roma | A Star is Born | Vice

Livros | Astrofísica Para Gente com Pressa

Astrofísica para Gente com Pressa foi escrito por Neil deGrasse Tyson, o famoso astrofísico e também apresentador da série Cosmos - que é uma das minhas preferidas de sempre -. Com este livro o autor compromete-se a explicar a história do cosmos, bem como alguns conceitos mais complexos embora fundamentais, de uma forma bem resumida e de fácil compreensão, para que qualquer leitor sem conhecimentos aprofundados na área possa entender e admirar.

Uma coerente e bem delineada linha condutora guia o leitor desde o Big Bang até às reflexões finais do livro sobre o cosmos, passando pelas personalidades e as suas descobertas, que marcaram não só a história da (astro)física, como também da Humanidade. E, apesar de muito bem resumido e simplificado, tendo em conta a complexidade das matérias, tenho a apontar que nem todos os capítulos tinham o mesmo grau de dificuldade, uma vez que existem alguns temas extremamente bem explicados e outros em que tive que voltar atrás para perceber o que o autor queria dizer.

No entanto, Astrofísica para Gente com Pressa é um pequeno prazer de cerca de 150 páginas, ideal para quem procura saber mais sobre esta área que é tão rejeitada pela maioria das pessoas. Aprendi que a Física não é aborrecida, nem desinteressante, especialmente a Astrofísica, mas, por vezes, não nos deparamos com ela no tempo certo. Acho que é no momento em que deixamos de olhar apenas para o que está à frente dos nossos olhos e procuramos expandirmo-nos, que esta ciência se torna tão magnífica. E aí também percebemos que está presente em todo o lado.

Recomendo completamente este livro. Mas se realmente querem ler um bom manual não só de Física, mas também de outras ciências como a Química, a Biologia ou Geologia, igualmente simples e explicativo, a Breve História de Quase Tudo é o livro.


Foi a primeira vez que decidi participar num Clube de Leitura, mais propriamente no The Bibliophile Club. Gosto muito de ler e foi algo que sempre fez parte do meu quotidiano, no entanto, nunca estabeleci nenhuma meta de leitura. Curiosamente, tomei conhecimento deste clube no dia depois de ter comprado este livro, e não é que se encaixava na perfeição no tema de Janeiro (auto-ajuda/ não-ficção)?

Livro disponível na WOOK (ao adquirires o livro através deste link, estas a contribuir para o crescimento do blog).

Amor | Relações tóxicas

Eu gosto de ler, ele de ver filmes. Eu gosto de fazer caminhadas, ele de ir beber café com os amigos.  Eu gosto de ir passar uns dias fora com as minhas amigas, ele não se importa e isto é algo que admiro muito na nossa relação, é saber que ambos podemos ter o nosso tempo sozinhos sem prejudicar o que nos une.

É importante passar tempo a dois a fazer coisas que ambos gostamos, mas também a dar tempo de antena àquilo que apenas um de nós gosta. E vejo isto como uma forma de conhecer e perceber os gostos de cada um. Mas, mais importante, é saber e gostar de estar sozinho.

Numa relação saudável, há que saber viver um sem o outro e desfrutar da própria companhia e, quando isso não acontece, quando há necessidade de estarem constantemente juntos, então só estão a alimentar uma relação tóxica, da qual mais tarde, muito provavelmente, se arrependerão.

Livros | A Trilogia de Nova Iorque


A Trilogia de Nova Iorque, de Paul Auster, é composta por três histórias, que anteriormente foram publicadas em separado e só depois reunidas num único livro: Cidade de VidroFantasmas e O Quarto Fechado. São histórias diferentes, com personagens diferentes, no entanto, há pormenores que as ligam.

As três histórias são de mistério, de detetives solitários e, em todas elas sabemos como começam, mas em determinado ponto, deixamos de saber o que está a acontecer. E este facto é um ponto comum e que as torna verdadeiramente interessantes. Todas as personagens acabam por se distanciar de si próprias para começarem a viver a vida de outros, de tão submersos que ficam e se afastam da sua própria identidade mas, no final, apesar da confusão que acompanha todo o livro, todas elas se encaixam.

Não conhecia Paul Auster, nem tão pouco A Trilogia de Nova Iorque, livro que me foi oferecido no Natal. A julgar pela capa, e sendo uma super-fã de Nova Iorque, este livro passou automaticamente à frente de outros que aguardam leitura, porque realmente pensava que a cidade ia ser a personagem principal. Nesse aspeto, saí um pouco desiludida, porque Nova Iorque é apenas um dos elementos que liga as várias histórias, ou seja, todas elas se passam, maioritariamente, aqui e acho que isto tem um propósito. Fiquei com a sensação de que Nova Iorque representa uma grande cidade, onde as pessoas que lá habitam vivem tão imersas nelas próprias e nos seus problemas, que se esquecem que existem outras vidas completamente diferentes, e que elas próprias podem ser normais aos olhos de outras pessoas.

Na verdade, é um livro um pouco difícil de se fazer uma review e admito que este post possa parecer confuso, o que me levou a ponderar publicá-lo ou não. Apesar de ter terminado o livro com sentimentos ambíguos, gostei de o ler até porque nunca li nada igual. É de leitura bastante fácil, mas um pouco perturbador, porque nos mostra que é fácil deixarmos de ser quem somos, é fácil perder a nossa identidade e que não podemos tê-la como um dado adquirido.

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