Lisboa | Galerias Romanas

Abriram ao público na passada sexta-feira e encerraram domingo. As Galerias Romanas da Rua da Prata são daqueles locais/ monumentos que basta serem visitados uma vez na vida e que valem a pena.

Atualmente acredita-se que esta estrutura arquitetónica, funcionando nesta zona da cidade como uma estrutura de suporte para os edifícios acima construídos, era considerado um criptopórtico. Não é possível visitar toda a extensão das galerias uma vez que nem a dimensão total é conhecida, mas do que é conhecido, apenas uma pequena parte fica aberta ao público. Sabe-se também que a sua construção data a governação do imperador Augusto, durante a ocupação romana no século I d.C.

Suspeita-se também que, devido a uma falha visível tanto no solo como no teto das galerias provocada por um grande sismo ocorrido no século IV d.C., estas começaram a ficar inundadas alterando assim uma suposta função que teriam inicialmente. Aproveitando este facto, foram construídas aberturas na superfície do solo, de modo a que fosse possível retirar água, semelhante a um poço. Quando as galerias foram descobertas, em 1770 durante a reconstrução da baixa pombalina, algumas destas aberturas foram visualizadas no exterior, sendo que a maioria já se deveriam encontrar debaixo dos edifícios já existentes.

As galerias ainda continuam a ser estudadas por arqueólogos e a falha monitorizada. As visitas de 20 minutos realizam-se normalmente duas vezes por ano, por curtos períodos de tempo e com orientação dos técnicos do Museu da Cidade, sendo que nesta altura a água que as preenche é constantemente retirada pelos Bombeiros.

Uma das galerias. É possível ver o nível normal da água.


Falha geológica no solo.

Uma das aberturas superiores ("poço") e a fenda na parte superior das galerias.

Uma das aberturas superiores ("poço").

Fotografias da minha autoria, não utilizar sem autorização prévia.

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