A pessoa que eu não quero ser



Tudo depende de nós próprios. Ultimamente tenho pensado bastante na pessoa que quero ser e naquela que não quero ser. Talvez seja pela fase que estou a passar, o fim do Ensino Superior, o ingresso num mundo que não conheço, aquele sonho que cresce comigo mas que está ao alcance de poucos. Segundo a nossa atual sociedade, ou pelo menos o que dela conheço, agora era tempo de começar a procurar trabalho cá dentro, impulsionar uma carreira para mais tarde poder partilhar uma vida com alguém e ter filhos. (In)felizmente não é esta a vida que eu quero para mim. Não é assim que me consigo imaginar daqui a 10 ou 20 anos. Não é ter um trabalho das 9 às 17 e no verão passar duas semaninas no Algarve. Quero ser uma pessoa melhor que isso, mais rica que isso (quando digo rica refiro-me a enriquecer enquanto pessoa).

Tenho sonhos grandes, aliás enormes, a nível profissional, mas a nível pessoal são gigantes.

Não preciso de roupas de marcas e nunca fui de gastar um abuso de dinheiro para me sentir bem comigo própria. Nem de estar rodeada de pessoas, em festas, todas as noites do ano, eu não preciso disso para ser feliz.

Preciso sim de viajar, de subir as escadas de um avião rumo a sítio desconhecido, de me sentir perdida e conseguir-me encontrar num meio que não é o meu, de conhecer novas pessoas, culturas, locais, porque quando me perguntarem de onde sou não quero dizer que nasci em terra X ou vivo em terra Y. Quero sentir, acima de tudo sentir, que sou do mundo.

Porque em cada final, em cada regresso a casa, quero poder dizer que tudo o que aconteceu, bom e mau, valeu a pena, que não me arrependo de nada. O mundo também nos ensina-nos a sermos melhores do que aquilo que seriamos se não saíssemos do mesmo sítio. É esta a vida que quero...

"O sonho comanda a vida", foi isso que me ensinaram.

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