Cinema | Burnt


O chef Adam Jones já foi um dos mais respeitados em Paris. Conheceu a fama e o reconhecimento que lhe deram duas estrelas Michelin, mas a sua carreira cai quando o álcool e as drogas começam a fazer parte da sua vida. Após um período de isolamento que lhe serve para endireitar a vida, Adam parte para Londres com a bagagem cheia de esperança, disposto a recomeçar a carreira, regressar ao topo, abrir um restaurante que deixe os seus clientes "doentes de desejo" e assim conquistar a terceira, e tão desejada, estrela Michelin. Para isto, Adam conta com a ajuda de Tony, gerente de um restaurante na capital britânica, e de uma equipa de velhos conhecidos.


Autoconfiante e arrogante, o chef Adam não quer que os seus pratos sejam bons, nem excelentes, têm que ser perfeitos. E para isso não se importa de gritar, barafustar com a sua equipa, nem de atirar tudo ao ar. Eu até diria que esta personagem tinha sido feita com base num chef bastente conceituado atualmente... um retrato ligeiramente mais soft de Gordon Ramsey.


Burnt não é um grande filme, mas também não é assim um filme tão horrível como as críticas que li o descrevem. É razoável, na minha opinião, e revela uma perspetiva diferente do que imaginamos ser a zona de acesso restrito de um restaurante de topo.

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