Cinema | Sully



Quando soube que o filme estava nos cinemas, lembro-me que tinha planos para ir vê-lo, mas para quem mora no Alentejo Interior, por vezes fazer coisas como ir ao cinema torna-se difícil, não só pela falta de disponibilidade dos filmes como também pela distância a que ficam os cinemas. Ontem à noite, enquanto procurava algo para ver para o meu rapaz, deparei-me novamente com a imagem de Tom Hanks.

Sully, o filme, é baseado num acontecimento real relativamente recente. Em Janeiro de 2009, pouco depois de um Airbus A320 levar voo no Aeroporto LaGuardia em Nova Iorque, atingiu um grupo de pássaros, o que resultou na perda de duas turbinas. Quando as opções de regressar e aterrar novamente no aeroporto de origem lhe pareciam impossíveis, o Comandante Sully tomou uma decisão que iria poupar a vida dos 155 passageiros, fazer uma aterragem em pleno Rio Hudson, perto de Manhattan.

Retrata, essencialmente, as consequências das decisões tomadas, arriscadas, toda a pressão que é imposta na consequência de um acidente aéreo por entidades que teimam em apurar responsabilidades e determinar os culpados.

Ser piloto, e penso imensas vezes nisto, é uma profissão que não exige apenas competência, mas sim a perfeição, nada menos do que isso! Exige uma responsabilidade tremenda no que toca à tomada de decisões, de decidir o melhor caminho e, importante também, a capacidade de assumir todas as essas decisões. É admirável! Para além disto, há uma mensagem importante que o filme também passa. Nós não somos máquinas, as nossas reações no que toca à sobrevivência são muito humanas e, em situação alguma, estamos preparados para agir como máquinas, sem falhas.

É um filme muito interessante, pelo menos para mim que me interesso muito pela aviação na sua forma mais mecânica. Sully é real e com ele mostra-nos o verdadeiro Milagre do Rio Hudson.

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