Cinema | Lion


Este foi o terceiro filme que vi dos que estão na corrida ao galardão de Melhor Filme e, na minha opinião, também é o concorrente mais fraco. O que não significa que é um mau filme, aliás é um filme que nos traz muita emoção, apesar do seu confuso guião!

Com apenas cinco anos, o indiano Saroo separa-se acidentalmente do seu irmão Guddu, numa cidade no interior da Índia, onde residiam e, após uma longa viagem de comboio, foi parar a Calcutá, longínqua e caótica. Enfrentou desafios para sobreviver sozinho, acabou num orfanato até ser adotado por uma família australiana, composta por John e Sue. Vinte e cinco anos depois, Saroo resolve procurar a sua família biológica.

O filme é baseado na autobiografia do indiano, intitulada de "A Long Way Home". E à semelhança do filme anterior que vos falei - "Moonlight" -, divide-se em três partes com diferentes atores a dar vida a Saroo. Primeiramente, é a vez de Sunny Pawar interpretar o pequeno indiano, um menino que anda sempre na companhia do seu irmão mais velho, Guddu, que trabalham para ajudar a mãe nas despesas da casa, uma vez que vivem em condições menos boas, mas que acidentalmente se acabam por separar. Esta parte dura aproximadamente 40 minutos, explorando todos os percalços que Saroo encontra quando se vê perdido do irmão, o que na minha opinião é demasiado longa, é pesada e revela-nos o ambiente de pobreza, miséria mesmo, que se vive no país do sul asiático.

Na segunda parte, é a vez de Dev Patel se assumir como protagonista, já na vida adulta, onde é mostrado a sua vida ao lado dos pais adotivos e do seu irmão Mantosh, também ele adotado, bem como a sua relação amorosa com Lucy. Após entrar na faculdade e começar a ter contacto com outros indianos, ou descendentes destes, Saroo depara-se com a curiosidade de descobrir a sua família biológica, muito por influência dos novos amigos. A partir daí e, utilizando a útil ferramenta Google Earth, começa a montar um esquema com base em cálculos e mapas, mesmo que isso influencie demasiado a sua vida pessoal e familiar.
A terceira parte é dedicada à cidade-natal de Saroo, à incessante busca pela sua família biológica, apesar da pouca informação disponível, apenas as suas escassas recordações de criança.

O filme não é mau, como já disse, aliás, longe disso. É um filme com "fórmula pronta" como descrevem os críticos, um jogo entre o passado e o presente. Tem cenas que envolvem muita emoção, principalmente cenas com Saroo e a sua mãe adotiva. Mas falta lhe muita coisa, por exemplo, faltam informações ao longo de todo o filme que nos deixam com algumas respostas pendentes, como no caso da relação que Saroo tinha com o seu irmão adotivo Mantosh.

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