Cinema | Manchester by the Sea


Por aqui já começámos com a maratona de filmes nomeados para os The Oscars, portanto a crítica cinematográfica que vos trago hoje começa mesmo por aí, o primeiro filme que vi que está na corrida para Melhor Filme - Manchester by the Sea.


Lee Chandler, cuja profissão está relacionada com manutenção e limpeza em Boston, tenta lidar com a morte do irmão vítima de ataque cardíaco e, consequentemente, fica responsável pelo seu sobrinho adolescente. Para isso, terá que regressar à terra que abandonou, a pequena cidade em Massachusetts que dá nome ao filme. O regresso torna-se ainda mais complicado quando Lee tem que enfrentar as razões que, anos atrás, o fizeram partir. Resumindo toda a história, é isto.


Uma excelente história sobre dor e perda, com drama constante e um elenco também ele muito bom, mas, na minha opinião, com um ritmo muito lento. Tirando isso, é tão real que o torna assustador. O passado da personagem interpretada por Casey Affleck é revelado ao longo do filme através de flashbacks, e vai muito para além daquilo que vamos imaginando. Lee já foi um homem divertido, quando ainda estava na companhia da sua mulher, Randi, e dos três filhos do casal. Agora carrega um fardo que acredito ser impossível de esquecer.


Quando digo que é um filme com ritmo lento, não me refiro à duração do mesmo, mas ao ritmo a que a história se desenvolve, até porque, e só posso falar por mim, conseguiu prender-me e ficar focada no futuro das personagens, como se mim se pudesse tratar.

Manchester by the Sea dificilmente ganhará o Oscar de Melhor filme, no entanto, é uma história real, sem final feliz, e que merece ser apreciada.

1 comentário:

  1. Boa review :) Ainda não vi o filme, talvez veja-o amanhã, mas pelo trailer e críticas, parece-me bom. Estou curioso com a actuação do Casey Affleck.

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