Cinema | Beauty and the Beast


Foi a primeira vez que vi um filme da "Bela e o Monstro" em toda a vida. A Bela não era a minha princesa favorita da Disney e a sua história com o Monstro, na minha cabeça, nunca precisou de imagens reais para que a conseguisse visualizar, talvez por isso nunca tivesse o interesse de ver qualquer filme já feito, mas desta vez, com tantas críticas positivas sobre o filme, estava curiosa para finalmente dedicar duas horas da minha vida a ver esta adaptação. Apesar disso, li a história em criança. Na verdade, naquela altura um livro prendia-me muito mais do que ver um filme numa televisão. Por isso, conheço a história e posso dizer que o filme pouco se distancia da história original.

Esta versão é bastante luxuosa, brilhante, com requinte... encantada como se pretendia ser, tanto a nível de efeitos especiais, como de cenários e guarda-roupa. Este ponto realmente fascinou-me até porque o filme aos meus olhos teve magia, a magia típica dos bons filmes da Disney que nos transportam para o "Era uma vez", para o longínquo local onde um príncipe encantado se apaixona por nós, onde acreditamos que um dia todos os nossos sonhos tornar-se-ão realidade.

Em relação a outras adaptações, este tem cenas inéditas que foram acrescentadas e que tornaram o filme mais rico, sem que se perdesse muito da história original, como o porquê da transformação do príncipe num monstro e de todos os seus criados terem sido também eles amaldiçoados, mas também se deu mais visibilidade ao passado das duas personagens principais.

Achei magnífico o aparecimento da primeira personagem gay do filme e também o facto de no elenco existirem personagens negros numa história primeiramente de brancos. É contrariar o que acontece um pouco hoje em Hollywood, onde cada vez há mais histórias de brancos e só de negros. A nossa sociedade não é assim, é uma diversidade de raças e isso foi devidamente representado.

Para mim, se um filme da Disney me faz sentir criança novamente já é um bom filme, merecedor de ser visto. E este realmente inspirou-me. A própria personagem de Emma Watson inspirou-me, como uma princesa lutadora, determinada e sonhadora. Fiquei encantada.

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