Em retrospetiva: 2017


O ano iniciou-se na linda cidade do Porto entre o fogo-de-artifício e abraços apertados, em plena Avenida dos Aliados, ao som d'Os Azeitonas. Sentia-me confiante de que seria um bom ano, de que seria o seguimento de um ótimo ano como tinha sido 2016, afinal nos últimos meses tinha começado a trabalhar na minha área, tinha feito a primeira viagem internacional com o meu namorado à "Cidade do Amor" e a nossa relação estava a entrar nos eixos. O primeiro dia de Janeiro foi dia de deixar mais um pouco do meu coração na Invicta e de a conhecer, finalmente, do lado de Gaia.

Com o passar das semanas percebi que as coisas iriam começar a correr menos bem. Em Fevereiro, o meu velho Simba deixou-me, perdendo a sua luta diária contra a Leishmaniose. Era a minha companhia, a bola de pêlo que me esperava à porta quando chegava do trabalho, o meu aspirador de migalhas enquanto cozinhava. Os primeiros tempos foram complicados... chegava a casa e não tinha com quem falar, nem brincar, as noites enroscada no sofá numa maratona filmes nunca mais foram as mesmas.

Março foi, sem dúvida, o pior mês do ano. O mês das decisões erradas, onde troquei um trabalho que gostava mas que era longe, por um mais perto e que vim a detestar, talvez pela minha falta de experiência nesta coisa do mundo laboral. Felizmente não sou pessoa de desanimar facilmente nem de baixar os braços, sempre mantive a esperança de que a minha situação viria a dar uma nova volta, mas não deu. E não foi por falta de luta.

Em retrospetiva, foi um ano complicado, um ano que desejo arduamente que não se volte a repetir, porque sinceramente chego aos últimos dias de 2017 completamente exausta. Foram 365 dias com poucos momentos bons, sem que tenha conhecidos novos lugares, novas pessoas, embora tenha feito bastantes planos. Sou mais feliz quando viajo, acho que me está nos genes.

Mas no meio de tanta coisa má, o mês de Maio trouxe-me o Marley. O novo patudo que roubou o meu coração só com a sua história de vida. Tomei conhecimento de um labrador preto com apenas um ano que estava à procura de uma nova casa, pois os antigos donos não o queriam dar a um canil mas também já não o queriam em casa por ser demasiado grande para viver num apartamento. Hoje é a melhor companhia que tenho e, apesar de todos os seus medos, temos uma cumplicidade incrível!

Em Junho regressei ao Passeio Marítimo de Algés, não para o NOS Alive (embora hoje me arrependa de não ter ido ver os Foo Fighters), mas para assistir a um grande concerto que pensei que nunca seria possível - os Guns N' Roses na Not in This Lifetime Tour. Foi, sem sombra de dúvida, um dos melhores concertos da minha vida!

2017 também me trouxe reencontros. Rever pessoas que fizeram parte da minha vida quando me vi sozinha numa cidade que não conhecia. Rever aquelas que partilharam comigo pequenos-almoços, almoços, jantares e noites em branco, trabalhos de grupo e muitas horas de estudo, risos e choros. Partilhámos tanto que acredito que ficarão sempre no meu coração, pelo menos têm nele um lugar para sempre reservado.

2017 não foi de todo um ano fácil, e trouxe-me situações que sabia que um dia tinham que chegar mas não já. Trouxe-me um companheiro de vida para casa, obrigou-me a reaprender a viver com alguém, a ter a companhia de outra pessoa enquanto estava habituada apenas à minha, obrigou-me a alterar alguns hábitos. 2017 fez-me crescer mas também fez de mim uma pessoa mais ansiosa e com "medo" do futuro.

Resumindo, estou a contar os minutos para este ano terminar.

2 comentários:

  1. Espero que 2018 te traga melhores momentos, mais felizes, e mais viagens :)
    Bom ano de 2018!

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